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- Estimulação Magnética Transcraniana

- Anais do XXI Congresso Brasileiro de Psiquiatria

 

 

 

 

A DEPRESSÃO E A ADERÊNCIA AO TRATAMENTO DA INFECÇÃO PELO HIV

Silva, J R; Malbergier, A.*

Objetivo:
avaliar a prevalência de depressão em pacientes infectados pelo HIV/AIDS em tratamento e comparar a aderência ao tratamento da infecção pelo HIV em pacientes deprimidos e não deprimidos.
Método: estudo transversal, desenvolvido na Casa da AIDS. Noventa e oito pacientes foram avaliados através dos seguintes instrumentos: SCID, HAM-D e questionário de adesão.

Resultados:
a amostra era predominantemente masculina (75, 5%), com média de 39 anos, solteiros (63, 3%), que foram contaminados pelo HIV por transmissão sexual (53% homo/bi e 32, 7% hetero) e com doença psiquiátrica prévia (33, 7%). Houve diagnóstico de depressão atual em 17 (17, 3%) pacientes e 45 (45, 9%) apresentaram depressão no passado. 

Mais da metade da amostra (52%) apresenta ou apresentou depressão ao longo da vida. Entre os deprimidos, dez (58, 8%) apresentam depressão muito grave. Dos 79 pacientes que usavam anti-retroviral, 65 (82, 3%) tomaram todas as doses nos últimos quatro dias. Do grupo dos aderidos 81, 8% eram homens e 18,2% eram mulheres (p=O, 028).

Conclusões: 
Esta amostra apresenta prevalências de depressão muito acima da população geral. Não houve, todavia, associação significativa entre depressão e aderência.

*Silva, J R; Malbergier, A.
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias (Casa da AIOS).
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 470 andar térreo, sala 4, CEP 05403-000 São Paulo-SP, tel 5908-4047
jrenatods@uol. com. br.

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QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM BULIMIA NERVOSA

Ávila, BHN.

OBJETIVO:
Avaliar a qualidade de vida percebida de pacientes ambulatoriais com buli mia nervosa em relação à gravidade de sua sintomatologia, duração da doença e a presença de sintomas depressivos e ansiosos.

MÉTODO:
Dados obtidos de uma amostra por conveniência de 16 pacientes do sexo feminino com bulimia nervosa atendidas num ambulatório de transtorno alimentar. Além da entrevista clínica, foram utilizadas as escalas Whoqol-bref, BITE, BOI e Idate traço.

RESULTADOS:
Pacientes com bulimia nervosa apresentaram médias mais baixas no domínio psicológico que nos demais domínios e na avaliação global da qualidade de vida. As pacientes mais graves apresentaram as médias mais baixas neste domínio e na avaliação global da QV, mas esta diferença não apresentou significância estatística. 

Apenas uma paciente apresentava menos de um ano de duração da doença; quase 70% da amostra vinha doente há, no mínimo, quatro anos. O coeficiente de correlação de Pearson teve como resultado uma associação negativa entre o BOI e o domínio psicológico do Whoqol (r=-, 693; p<0. 01) e entre o Idate t e o domínio físico (r=-. 663; p<0. 01).

CONCLUSÕES:
As pacientes com bulimia nervosa apresentaram médias mais baixas nos domínios psicológico e físico; esta diferença apresentou significância estatística na presença de sintomas depressivos e traços de ansiedade. As pacientes da amostra apresentaram quadro crônico.

 

 

VÍTIMAS DE SEQÜESTRO; "AVALIAÇÃO DA MAGNITUDE DO ESTRESSE PÓS- TRAUMÁTICO

 

Santos, M C A; Santos, C B; Camargo, M EM; Rigonatti, S P; Santos, E F.

Introdução:
Com a proliferação do crime de seqüestro (relâmpago e cativeiro), torna-se evidente a marca psíquica da violência, sendo este uma ameaça importante à integridade psíquica da pessoa. Logo após o incidente ou em até cinco anos, o indivíduo pode apresentar um quadro psicológico caracterizado por medo intenso, isolamento, depressão, falta de vontade de se divertir ou trabalhar, cansaço extremo e insônia, denominado "Transtorno do Estresse Pós-Traumático".
Objetivos:
Avaliação da magnitude do estresse e iniciar uma casuística bibliográfica brasileira sobre este tema.
Métodos: Foram avaliados 35 vítimas, utilizando-se de entrevista focada no evento traumático e o Inventário de sintomas de stress para adultos -ISSL.
Resultados:
Os dados obtidos revelam que: 11, 43% não apresentam estresse; 40% encontram-se com estresse em fase de resistência; 40 % encontram-se com estresse em fase de quase exaustão; 8, 57% encontram-se com estresse em fase de exaustão.
Conclusão:
Através dos dados obtidos em entrevista e avaliação, pudemos perceber que dos 35 pacientes avaliados, 88, 57% apresentam quadro de estresse, ou seja, o evento traumático, no caso o seqüestro, potencialmente gera reação de estresse pós-traumático, com manifestação intensa de sintomas físicos e psicológicos e alterações significativas no que se refere à rotina destes pacientes, não apresentadas anteriormente ao trauma.

 

 

TRATAMENTO DA SÍNDROME DE APNÉIA DO SONO TIPO OBSTRUTIVO E DA RONCOPATIA COM TOPIRAMATO.

Marcus Vinicius Keche Weber. Curitiba, Paraná, Brazil

Caracterizada pela sintomatologia que inclui ronco, sonolência excessiva diurna e pausas respiratórias durante o sono, a síndrome de apnéia do sono (SAS) acomete cerca de 2% da população masculina. 

O tratamento inclui cirurgia, aparelhos ortodonticos e CPAP. Este é um caso de um paciente, 50 anos de idade, fazendo tratamento de transtornc1 bipolar e SAS tratado com topiramato em sua medicação anterior. O tratamento inicial incluiu carbonato de lítio CR 450mg 2xdia, venlafaxina 75mg, mirtazapina 30mg e clonazepam 1 mg. Em função das reclamações de ronco e paradas respiratórias, foi realizada uma polissonografia que acusou síndrome de apnéia- hipopnéia obstrutiva do sono grau 111, roncopatia severa e diminuição marcada do REM e dos estágios lentos. 

Foi iniciado topiramato 25mg com aumento progressivo até 100mg: Melhora acentuada do ronco foi reportada depois de 3 semanas e nova polissonografia mostrou síndrome de apnéia-hipopnéia obstrutiva grau I, e diminuição de episódios de apnéia de 20 para 6. 6 por hora (70%). Em vista da ótima tolerabilidade que levou a alta adesividade e seu bom resultado clínico, o topiramato deve passar a ser visto como uma opção farmacológica respeitável para a SAS e ronco. Estudos mais amplos e com maior número de paciente devem ser desenvolvidos.

 

 

VALIDAÇÃO DA ESCALA DE DEPRESSÃO PÓS-PARTO DE EDINBURGH (VERSÃO EM PORTUGUÊS) NO NORDESTE DO BRASIL

Cantilino, A; Albuquerque, C; Cantilino, G; Maia, A; Sougey, E

Introdução:
A depressão pós-parto é vivenciada por 10 a 20% das mulheres que recentemente deram a luz. Porém, apenas uma pequena proporção delas é identificada por profissionais de atendimento primário. A Escala de Depressão Pós-parto de Edinburgh (EPDS) é um instrumento desenhado especificamente para triagem desse transtorno do humor e tem sido amplamente utilizada. No Brasil, há um estudo de validação bem sucedido de uma versão em português conduzido em Brasília, contudo a amostra foi composta por mulheres de alto nível social e escolar. Isto demandou um estudo de validação no nordeste, onde há um perfil cultural, social e escolar diferente.

Objetivo:
Validar a EPDS no nordeste do Brasil Método: Um total de 120 mulheres do Recife no pós-parto preencheram a EPDS e em seguida foram submetidas a uma entrevista diagnóstica do DSM-IV, que foi usada como padrão-ouro.

Resultados:
Dezesseis (13, 3%) das mulheres foram diagnosticadas com depressão pós-parto pela entrevista. Usando o ponto de corte recomendado pela publicação (11/12) para depressão, a EPDS conseguiu sensibilidade= 94%, especificidade= 85%, valor preditivo positivo= 48%, valor preditivo negativo= 99% e acurácia= 86%.

Conclusão:
A EPDS pode ser considerada válida para uso na triagem de depressão pós-pano no nordeste.

 

Cantilino, A; Albuquerque, C; Cantilino, G; Maia, A; Sougey, E
Universidade Federal de Pernambuco. Mestrado em Neuropsiquiatria
Rua Visconde de Barbacena, 329. Apto. 503. Cidade Universitária. Recife. PE. CEP: 50740-445. Fone/Fax: (081) 3272. 8517. 

amaury.cantilino@bol. com.br 

AVALIAÇÃO DO CÓRTEX ORBITOFRONTAL NO TRANSTORNO DEPRESSIVO ATRAVÉS DE IMAGENS DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Acioly, L T L; Antonio, Y H; Matcheri, S K; Ozgur, Y; MarkA N; Paulo, B; Roberto, B S; Al/an, G M; El/en, F. ; David, J K; Jair, C S.

Objetivo:
O córtex orbitofrontal (COF) apresenta um papel de destaque em diferentes domínios do funcionamento neuropsicológico, incluindo codificação de informações intero e exteroceptiva, comportamento guiado pela recompensa e regulação do humor. Este estudo teve como principal objetivo avaliar o COF e suas subdivisões em pacientes com Transtorno Oepressivo Maior (TOM) e controles saudáveis.
Métodos:
Imagens de ressonância magnética foram obtidas de 31 pacientes não medicados e 34 controles pareados por sexo e idade. Foram medidos volumes de substância cinzenta do COF e suas subdivisões medial e lateral. Os coeficientes de correlação obtidos no estudo de confiabilidade variaram de O. 976 a O. 997.

Resultados:
Os pacientes apresentaram uma redução significativa do volume de substância cinzenta do COF lateral esquerdo (ANCOV A, volume cerebral total como co-variável, F1, 62=4. 321; p=. 042). Ainda, o volume desta região correlacionou-se negativamente com a idade entre os pacientes, porém não entre os controles.

Conclusões:
Os presentes achados sugerem que pacientes com TOM apresentam redução do volume da substância cinzenta do COF, particularmente à esquerda. Embora esta redução possa ser importante para o entendimento da fisiopatologia do TOM, suas conseqüências funcionais e psicopatológicas permanecem obscuras. Estudos futuros avaliando possíveis correlações entre dimensões sintomáticas relevantes do TOM e volumes do COF podem ser especialmente
esclarecedores.

 

 

ANÁLISE DA FALA DE PACIENTES DEPRIMIDOS COM A DOENÇA DE PARKINSON SUBMETIDOS A ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA DE REPETiÇÃO E FLUOXETINA

Dias, A E, Fregni, F, Santos, C M, Rigolino, R, Mitcovisc, M, Boggio, P, Gal/ucci, J N, Mansur, C G S, Rosa, M, Marina, Barbosa E R, Rigonatti, S P, Marcolin, MA

Introdução:
Indivíduos com doença de Parkinson (DP) podem apresentar depressão e alterações fonoarticulatórias (disartria) associados. Este estudo investigou os efeitos da estimulação magnética transcraniana de repetição (EMTr) e da fluoxetina na faia de pacientes deprimidos com DP.

Métodos:
Onze pacientes com DP receberam 10 sessões consecutivas diárias de EMTr com os seguintes parâmetro: 40 séries de 5 segundos cada, com intervalo de 10 segundos entre cada estímulos, com freqüência de 15 Hz e intensidade de 110% do limiar motor. Cada dia, os pacientes receberam 3000 pulsos na região dorso lateral esquerda do córtex pré-frontal. Os pacientes foram submetidos a avaliação perceptivo-auditiva da fala e responderam a um questionário de qualidade de vida relacionada à voz (VOO) antes e depois do tratamento.

Resultados:
Observou-se qualidade vocal rouca e soprosa de grau moderado 4 (%) e severo 7 (%), 11 (100%) intensidade vocal reduzida, 11 (100%) articulação imprecisa dos sons da fala, velocidade da fala aumentada 6 (%) e 5 (%) reduzida e valores médios de fO de 143Hz para os homens e 230Hz para as mulheres, inalterados nos períodos pré e pós tratamento. O impacto das alterações fonoarticulatórias no domínio sócio-emocional atenuaram-se após o tratamento.

Conclusões:
Apesar da manutenção dos parâmetros fonoarticulatórios selecionados, observou-se pelos resultados do OVV que a rTMS exerce impacto positivo no uso funcional da fala de pacientes com DP, devido a pluridimensionalidade da comunicação oral, que envolve aspectos emocionais.

 

 

Dias, A E, Fregni, F, Santos, C M, Rigolino, R, Mitcovisc, M, Boggio, P, Gal/ucci, J N, Mansur, C G S, Rosa, M, Marina, Barbosa E R, Rigonatti, S P, Marcolin, MA
Instituto de Psiquiatra e Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo

TRANSTORNOS MENTAIS MENORES EM ESTUDANTES DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL

Chen, J. ; Higa, F J. ; 'Pinho Jr, E L. ; Gastaud, A .L.; Souza, J A .

Introdução
É consenso que os estudantes do curso de medicina vêem-se submetidos a uma grande quantidade de estímulos, levando-os a uma sobrecarga de trabalhos e aquisição de conhecimentos além das próprias exigências expressadas pelos grupos sociais. É de esperar que nesta faixa de idade, estejam ainda imaturos para estes estímulos e podem expressar em diferentes manifestações físicas e mentais à medida que vão se intensificando estes estímulos.

Objetivos
Este trabalho teve como objetivos verificar a presença de possíveis transtornos mentais em alunos do curso de medicina e tentar relacioná-los com a evolução do curso, ou seja no primeiro e no sexto ano do curso.

Metodologia
Foi aplicado o SRQ 28, que é um instrumento de triagem para transtornos mentais, a saber ansiedade, depressão, psicose e alcoolismo, sendo posteriormente analisados através do Epi Info.

Resultados
Foram avaliados 100 estudantes (54 -54% do primeiro ano e 46 -46% do sexto ano), sendo encontrados uma taxa geral de 15% que apresentaram mais de 9 respostas positivas ao questionário. Quando verificados por grupos de sintomas os resultados encontrados foram que a ansiedade e a depressão estiveram mais presentes com o valor de 15%; a ansiedade de forma isolada de 13%. 5.

Conclusão
Este trabalho ressalta a necessidade da criação de programas nas universidades para a detecção precoce de estudantes com possíveis transtornos mentais para que possa haver tamvém a implementação de programas de atenção e assistência.

 

Chen, J. ; Higa, F J. ; 'Pinho Jr, E L. ; Gastaud, A .L.; Souza, J A .
Alunos do 6' ano do Curso de Medicina da UFMS -Professora do DSTA/UFMS Professor do DCM/UFMS